De 10 a 12 de julho, a Rede Comparte realizou sua assembleia presencial em Santiago do Chile, na Casa de Exercícios Loyola. O encontro reuniu representantes de 16 centros sociais da Rede, sua equipe dinamizadora e técnica, e professores e professoras das universidades parceiras, em uma jornada de análise de contexto, reflexão e projeção conjunta. A imagem da Rede como uma caravana — cada um avançando no seu próprio ritmo, mas caminhando em uma mesma direção e cuidando para que ninguém fique para trás — acompanhou todo o encontro.

A jornada de contexto trouxe à mesa os principais desafios enfrentados pelas iniciativas econômicas acompanhadas pelos centros sociais: a defesa do território diante da pressão extrativista, o cuidado da casa comum, a violência e a insegurança como ameaça aos empreendimentos, a equidade de gênero e o diálogo entre os saberes ancestrais e a ciência. A isso se somou a apresentação do monitoramento intermediário do Planejamento Estratégico da Rede, que mostrou avanços significativos em vários indicadores e, ao mesmo tempo, identificou desafios pendentes em comercialização, autonomia e financiamento das iniciativas.

Representantes de Deusto, ESADE, CIIESS e IQS compartilharam sua experiência de acompanhamento, concordando que a relação com os centros sociais deve ser de benefício mútuo, além da aprendizagem que oferece aos próprios estudantes.

Um espaço central do encontro foi dedicado ao Marco Comum de Gênero, cujos avanços foram socializados e discutidos em grupos que abordaram sua aplicação a partir do pessoal, do institucional e do próprio da Rede. A assembleia encerrou com um exercício de projeção, no qual cada pessoa compartilhou sua visão de futuro para a Rede Comparte e o compromisso concreto que assume para torná-la possível, dando forma a uma verdadeira “nuvem de visão” compartilhada.

O encontro se inseriu em uma semana mais ampla de trabalho da Área Social da CPAL no Chile, que incluiu também a Assembleia da Rede de Centros Sociais, e foi marcado pela participação na atividade “Noite do Encontro”, junto ao projeto Juntos na Rua, que trabalha com pessoas em situação de rua em Santiago — um lembrete, para quem faz parte da Comparte, de por que é preciso seguir construindo outra economia.