A Rede Comparte concluiu a edição 2025 do Sistema de Auditoria Socioambiental (SASA) — um exercício que consolida o compromisso comum com a melhoria contínua, a prestação de contas e a construção de alternativas econômicas mais justas e sustentáveis. Nos próximos meses, analisaremos as informações agregadas em nível de rede, mas vejamos alguns destaques.
Nesta edição participaram 50 iniciativas econômico-produtivas de sete países, juntamente com dez Centros Sociais que acompanham o processo. A participação cresce a cada ano, e alcançar um número tão expressivo como 50 iniciativas revela duas coisas: por um lado, que os Centros Sociais e Organizações Produtoras que participaram de edições anteriores incorporaram o SASA como uma ferramenta própria e de uso contínuo; e, por outro, que cada vez mais organizações demonstram interesse em conhecer e utilizar o instrumento.
Esse crescimento de iniciativas também se reflete no número de pessoas envolvidas no SASA. Entre essas organizações estão representadas 1.478 famílias associadas — 26% a mais que no ano passado — e 751 dessas famílias são representadas por mulheres. Das 50 iniciativas, 18 são novas, o que traz ainda mais diversidade e abrange 23 cadeias de valor diferentes, sendo o café e o cacau as que reúnem o maior número de pessoas.
O SASA25 confirma, mais uma vez, que esta ferramenta não é apenas um mecanismo técnico de avaliação, mas também um exercício pedagógico e político da rede, que promove aprendizagens coletivas, reforça a transparência e sustenta a confiança entre organizações produtoras, centros sociais e aliados estratégicos.
Com este encerramento, a Rede Comparte se prepara para consolidar e analisar as informações, que serão publicadas nos formatos de Relatório Radar e Infográfico. Esses materiais servirão como insumos para a tomada de decisões estratégicas em nível de rede (ver Relatório e Infográfico 2024). Em um segundo momento, a ferramenta será aprimorada para dar continuidade ao processo em 2026, incorporando inovações e aprendizados que continuarão alimentando a construção de uma economia social e solidária nos territórios.